Qual Emulsificante é Melhor?

A escolha do emulsificante pode interferir nos produtos e ativos utilizados, então fica a questão: Qual emulsificante é melhor para se usar em cada receita?..

Já mencionamos em outro post AQUI sobre as características de cada carga e sua influência na formulação. Naquele artigo em específico, falamos mais voltado para aplicações em shampoos, neste post iremos falar para aplicações na pele.

A principal função do emulsificante é servir de base para os ingredientes cosméticos em geral, como as não-iônicas e aniônicas…

E para ter uma boa estabilidade nessa emulsão, é preciso verificar a característica iônica dos ativos utilizados na emulsão, devem ter a mesma compatibilidade.


Qual Emulsificante Usar?

As emulsões corporais e faciais geralmente variam de aniônicas e não-iônicas. Sendo as aniônicas mais para tratamentos que utilizam ativos compatíveis, como a alantoína, uréia, óxido de zinco, resorcina etc.

As aniônicas também são mais utilizadas em fórmulas de limpeza ou de alta permeação na pele.

Já as não-iônicas conseguimos utilizar ativos com pH mais ácido. Um exemplo são os próprios óleos vegetais, vitaminas, ácidos e extratos…

Os não-iônicos também possuem baixa toxicidade, são mais disponíveis aos ingredientes (maior compatibilidade). Também possuem a fama de serem ótimos em peles mais sensíveis por serem menos irritantes, diferente de um emulsificante catiônico por exemplo.

Ou seja, quando temos diferentes tipos de ativos (diferentes características iônicas), o ideal é usar em emulsões diferentes e específicas, o famoso cada um no seu quadrado.

Então, poderíamos criar uma emulsão aniônica com ativo de alantoína e uma outra emulsão não-iônica com vitaminas e ácidos. Dessa forma conseguimos ter uma melhor associação dos ingredientes ativos em cada base de formulação. Isso gera uma maior estabilidade e eficácia do produto.

No mercado conseguimos ver formulações das quais incluem ingredientes na mesma fórmula com diferentes características iônicas. Quando isso acontece, geralmente é feito por meio de emulsão aniônica, pois se consegue uma melhor estabilidade…

São formulações mais específicas das quais não vou me aprofundar, nem entrar em detalhes pois, de forma geral, o melhor a ser feito é separar os ativos compatíveis com cada emulsificante compatível e ponto.

Para a maioria de nós que formulamos em casa, é mais fácil entender dessa forma e também de formular assim. Dessa forma temos mais sucesso em cada receita específica que fazemos!

Principais diferenças entre aniônicos e não-iônicos:

  • Os aniônicos possuem baixo custo, são mais irritante para a pele do que os não-iônicos, possuem carga negativa;
  • Os não-iônicos são neutros e possuem um equilíbrio hidrofóbico e hidrofílico, emulsionam O/A e A/O.


Conclusão

A diferença entre os emulsificantes naturais não-iônico e aniônico é simplesmente o uso de cargas ionizáveis. Os ativos selecionados devem ser vistos antes do uso nessas emulsões para se ter uma melhor estabilidade.

Portanto sempre separe as emulsões de limpeza, alta permeação na pele ou quando quiser usar diferentes ativos iônicos, como aniônica.

E deixe as emulsões de peles sensíveis, ativos ácidos, receitas infantis, filtro solar, extratos, óleos vegetais, vitaminas, como não-iônica.

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3 Comentários

  1. Ray

    Oi, obrigada pela explicação! Foi ótimo saber melhor sobre a carga das emulsões para fazer os cosméticos. Mas, tenho algumas dúvidas: o emulsionante, independente da carga que carrega, pode ser usado com os alcoois graxos em uma formulação? Tipo, tanto o aniônico quanto o não iônico podem ser usados com os alcoois cetílico e cetoestearílico?

    E só mais uma coisa: vc sabe me dizer qual a diferença entre o monoestearato de glicerila e o estearato de glicerila (GMS) SE? sei que os dois são cera de coco, né? mas não consigo entender qual a diferença, se eles possuem carga iônica ou não.

    Obrigada, o blog é maravilhoso. beijos

  2. Bruna

    Obrigada pelo texto, mas seria mais fácil se você desse exemplo das ceras.

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